domingo, 15 de julho de 2018

COLEÇÃO O AMOR PELAS PALAVRAS

Editora CINTRA | ARC Edições

Catálogo 2017-2020



Criada em meados de 2017, a coleção “O amor pelas palavras”, de circulação exclusiva pela Amazon, reúne esforços editoriais da Editora Cintra e do selo ARC Edições, no sentido de robustecer o mercado de livros no Brasil em seu ambiente virtual, também com opções de aquisição de títulos impressos sob demanda. Seus diretores, respectivamente Leda Rita Cintra e Floriano Martins, até o momento publicaram 63 títulos. São livros ofertados em três idiomas: inglês, espanhol e português, para os quais pedimos a sua atenção, tanto de leitura quanto de difusão e sugestões.



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CATÁLOGO

69Cuentos que no vendrán, de Armando Romero
71El libro de las entrevistas, de Alfonso Peña
74 | Agulha Revista de Cultura – Edição seletiva 2020 # 125-148

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NOSSOS AUTORES 

AGULHA REVISTA DE CULTURA (1999-2020)
Criada pelo poeta e ensaísta Floriano Martins, é revista pioneira no ambiente virtual no tocante à difusão e reflexão das artes pelo menos na extensão de dois idiomas, português e espanhol. Em 2007 recebeu o Prêmio da ABCA (Associação Brasileira de Críticos de Artes), pela relevância de seu conteúdo. Contando com uma cumplicidade editorial de revistas tanto impressas quanto virtuais, em países como Costa Rica, México e Portugal, desde cedo tratou de expandir seu raio de ação, abrangendo diversas culturas e manifestações artísticas. Como sequência dessa estratégia, foi criado o selo ARC Edições, que hoje conta com um seletivo catálogo de obras impressas, além de haver definido parceria com a Editora Cintra, na criação da coleção “O amor pelas palavras”, de livros de circulação pela Amazon. Na primeira aparição da Agulha Revista de Cultura em nossa coleção estão reunidas 46 de suas principais entrevistas realizadas no período 2000-2009. A revista conta atualmente com mais de 120 edições e temos já em preparação o segundo volume de entrevistas.

ALDO PELLEGRINI (Argentina, 1903-1973)
Poeta, dramaturgo, ensaísta, crítico de artes, tradutor e editor, foi o mais destacado estudioso e difusor do Surrealismo em seu país, com repercussão em todos os países de língua espanhola. Foi editor de revistas como: Qué, Ciclo, Letra y Línea e A partir de cero. Traduziu a obra completa de Lautréamont e os manifestos do Surrealismo. É autor da primeira antologia do surrealismo de língua francesa publicada em outro idioma, projeto tão vultoso quanto o de outra antologia, dedicada à jovem poesia de língua espanhola. O livro que publicamos dele em nossa coleção, Ressurreições de uma ampulheta, é uma montagem realizada por Floriano Martins, reunião dos principais ensaios sobre surrealismo, a prosa poética completa e uma seleção de poemas.

ALFONSO PEÑA (Costa Rica, 1952)
Narrador, artista plástico, galerista, editor e agitador cultural. Criador do projeto Andrómeda Arte contemporâneo, bem como editor da revista Matérika, é um incansável difusor de arte e cultura na América Central, ao lado de Amirah Gazel organizou uma Exposição Internacional do Surrealismo, em 2016. De próxima aparição, Alfonso Peña publicará um relevante retrato da atualidade do Surrealismo na América Latina, na forma de entrevistas a seus principais representantes. Dele nós publicamos dois livros, os contos de La novena generación e Conversas, volume de entrevistas a poetas e artistas plásticos.

ALLAN VIDIGAL (Brasil, 1971)
Escritor e tradutor. Destaca-se na organização, preparação e tradução de livros técnicos. Tem sido valiosa a sua contribuição como tradutor para a Agulha Revista de Cultura, assim como em se tratando de livros editados pela ARC Edições e por nossa coleção, em cujo catálogo se inclui sua estreia em livros de poesia.

ANNA APOLINÁRIO (Brasil, 1986)
Poeta e agitadora cultural, ela coordena, ao lado de Aline Cardoso, o Sarau Selváticas, evento itinerante realizado semestralmente, desde 2017, na cidade de João Pessoa, Paraíba. Como ela mesma salienta, a proposta do Sarau é ampliar os espaços da autoria feminina e de todas as formas de arte produzidas por mulheres. O livro de Anna Apolinário que incluímos em nossa coleção é uma antologia pessoal, que ela gentilmente nos preparou, também incluindo inéditos.

CARLOS BARBARITO (Argentina, 1955)
Poeta que conta já com 20 livros publicados, é um dos autores mais relevantes de sua geração, em toda a América Hispânica. Ao prefaciar um de seus mais recentes livros, o brasileiro Floriano Martins observa que o poeta está possuído pelo fascinante dom de não entregar ao leitor senão pistas; jamais a chave. E uma das pistas intrigantes de sua poética está na palavra nudez e seus correlatos, que se repete à beira da exaustão, de livro em livro, e que no livro Radiação de fundo trafega como uma guia, uma espécie irrequieta de iluminação acima de todo erro e toda cinza. Em nossa coleção reunimos sua poesia até então publicada, sob o título geral de Cuaderno de señales.

CARLOS M. LUIS (Cuba, 1932-2013)
Poeta, ensaísta, crítico de arte, viveu a maior parte de sua vida nos Estados Unidos. Quando ainda em sua residência cubana, integrou o grupo em torno da revista Orígenes, criada por José Lezama Lima. Uma vez residindo em Miami, dirigiu Cuban Museum of Art and Culture. Foi um criterioso estudioso do Surrealismo, deixando inédito um precioso e alentado estudo, cujos originais foram deixados com Floriano Martins, a quem concedeu extensa entrevista que abre a edição incluída em nossa coleção.

EDUARDO MOSCHES (Argentina, 1944)
Poeta, ensaísta, editor, naturalizado mexicano, país onde criou e dirige até hoje a revista Blanco Móvil, dentre as mais destacadas publicações latino-americanas dedicadas à poesia de todo o mundo. Até o momento este importante periódico conta com mais de 140 edições publicadas. Eduardo Mosches foi também, no período 2002-2012, coordenador editorial da editora da Universidade Autônoma da Cidade do México. Em nossa coleção incluímos uma antologia pessoal, intitulada El río de orillas.

FLORIANO MARTINS (Brasil, 1957)
Poeta, ensaísta, tradutor, editor, estudioso do surrealismo e da tradição lírica hispano-americana, com diversos livros publicados sobre tais temas, criou e dirige a Agulha Revista de Cultura, bem como o selo ARC Edições. Em nossa coleção, até o momento, já incluímos nove títulos dele, de poesia, crítica de artes, ensaios, entrevistas, novela e a organização de duas imensas antologias, da poesia surrealista em todo o mundo e da lírica boliviana no século XX.

FREDDY GATÓN ARCE (República Dominicana, 1920-1994)
Poeta. Foi uma das expressões centrais do Surrealismo em seu país. Seja pelos ousados experimentos de escritura automática, seja pela cumplicidade, com outros poetas e artistas, na criação do grupo La poesía sorprendida, que marcou toda uma época, em especial pela edição de uma relevante revista homônima. A inclusão da prosa poética que constitui o livro Vlía em nossa coleção é um reconhecimento da importância cimeira deste imenso poeta. O livro, na tradução de Floriano Martins, traz ainda três estudos críticos sobre o poeta realizados por Manuel Mora Serrano, um dos mais destacados ensaístas da República Dominicana.

GABRIEL JIMÉNEZ EMÁN (Venezuela, 1950)
Poeta, narrador e ensaísta. Dirige a revista e as ediciones Imaginaria, dedicadas ao inquietante e ao fantástico, sendo também Coordenador Geral da Fundação Elisio Jiménez Sierra. Foi Coordenador da Plataforma do Libro e da Lectura e Diretor Geral do Gabinete Ministerial de Cultura em Yaracuy e membro da Junta Diretora Nacional da Rede de Escritores de Venezuela. Entre seus livros, de variadas áreas, destacam-se Los 1001 cuentos de 1 línea (1980), Diálogos con la página (1984), Relatos de otro mundo (1988), Baladas profanas (1993), Biografías grotescas (1997), Espectros del cine (1998), El hombre de los pies perdidos (2005), Sueños y guerras del Mariscal (2007), El espejo de tinta (2008). Para nossa coleção Gabriel Jiménez Emán gentilmente nos cedeu os originais de Vislumbres verbales.

HOMERO CARVALHO (Bolívia, 1957)
Poeta, ensaísta, narrador e jornalista, é figura de destaque na cultura de seu país, com projeção internacional. Seu reconhecimento internacional vem se registrado através de prêmios tais como Premio latinoamericano de cuento (México, 1981), Latin American Writer’s (New York, 1998), Premio Nacional de Poesía con Inventario Nocturno, Premio Feria Internacional del Libro (Bolivia, 2016) etc. É autor da Antología de poesía del siglo XX en Bolivia, publicada por Visor Libros, na Espanha, assim como da Antología de poesía boliviana contemporánea e Antología de la poesía amazónica de Bolivia, ambas publicadas em Cuba. Para nossa coleção Homero Carvalho cedeu dois de seus livros, um romance e um volume de poemas.

JACOB KLINTOWITZ (Brasil, 1941)
Crítico de artes, ensaísta e narrador. Um dos intelectuais mais atuantes no país, além de possuir obra dotada de espantosa singularidade, seja pela extensão como pela luz que incide sobre o objeto de todos os seus estudos. Escreveu sistematicamente para órgãos de imprensa como Tribuna da Imprensa, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, revista Isto É, tendo sido redator e crítico de arte da TV Globo. Foi curador do Espaço Cultural Citi, assim como conselheiro do Instituto Lina Bo e Pietro Maria Bardi e do Museu Judaico de São Paulo. Vice-presidente do Instituto Anima de Sophia, ganhou por duas vezes o prêmio Gonzaga Duque, da Associação Brasileira de Críticos de Arte. Com uma bibliografia que se aproxima de 200 títulos publicados, escreveu sobre artistas e temas os mais variados e consistentes de nossa cultura. Para nossa coleção, ele próprio cuidou de montar Tratados de harmonia, em que reúne estudos preciosos e reveladores sobre a obra de destacados artistas brasileiros.

JORGE LUIS BORGES (Argentina, 1899-1986)
Um dos mais notáveis escritores de todos os tempos, sofisticado prosador e criador de um enigmático personagem chamado Jorge Luís Borges, que soube como poucos revelar-se através de entrevistas e conferências, além da própria obra de criação. Em suas diversas viagens, concedeu entrevistas à imprensa local dos países por onde passava. Algumas delas foram reunidas em livro por Floriano Martins, que as traduziu e apresentou ao leitor de língua portuguesa pela primeira vez.

LEDA RITA CINTRA (Brasil, 1959)
Crítica, editora e tradutora. Foi por muitos anos resenhista e crítica de jornais paulistas como Jornal da Tarde, Caderno 2 do Estado de S. Paulo, Folha Ilustrada, Leia Livros da Editora Brasiliense e a revista IstoÉ, da editora Três, ao mesmo tempo em que traduzia para várias editoras das línguas neolatinas, considerando sua segunda língua o francês. Posteriormente passou a trabalhar em algumas editoras, destacando-se, mais recentemente, como agente literária, tendo criado a Editora Cintra que, atualmente em parceria com a ARC Edições, empenha-se no estabelecimento, no Brasil, de um mercado para publicações digitais. Para nossa coleção preparou uma coletânea de Escritos indígenas.

LUDWIG ZELLER (Chile, 1927-2019)
Poeta, narrador e artista plástico. Uma das mais altas expressões do Surrealismo na América Latina, com vultosa projeção internacional. Três residências marcam a sua biografia: Chile, Canadá e México. Na primeira delas, dirigiu a Galeria do Ministério de Educação, de 1952 a 1968. Nesta ocasião também criou a revista e café literário Casa de la Luna. Ainda no Chile, em 1970, organizou a exposição Surrealismo no Chile na Universidade Católica. Ao lado de sua esposa, a artista Susana Wald, mudou para Toronto, no Canadá, e ali criaram um selo editorial, a Oasis Publications. A residência canadense durou até princípios dos anos 1990, quando o casal resolve viver em Oaxaca, no México, onde permanece até hoje. Entre os títulos mais recentes, recordemos: Zeller sueño libre (1991), Los engranajes del encantamiento (1996), Imágenes en el ojo llameante (1999), El embrujo de México (2003), Preguntas a la médium y otros poemas (2009) e Encuentros oníricos (2012). Para nossa coleção concedeu os originais de um livro de relatos oníricos, a novela Río Loa, estación de los sueños.

MANUEL IRIS (México, 1983)
Poeta e ensaísta. Prêmio Nacional de Poesia “Mérida” (2009). Autor de Versos robados y otros juegos (2004, 2006), Cuaderno de los sueños (2009) e Los disfraces del fuego (2014). Neste mesmo ano foi publicado o livro Overnight medley, escrito a quatro mãos com o brasileiro Floriano Martins, em versão trilíngue (inglês, espanhol e português), edição ilustrada com manuscritos de criação dos poemas e um texto elucidativo do pianista Jovino Santos Neto. Para nossa coleção se optou apenas pela versão em inglês, traduzida por Allan Vidigal.

MÁRCIO SIMÕES (Brasil, 1979)
Poeta, tradutor e editor. É o editor assistente da Agulha Revista de Cultura, além de haver criado a Sol Negro Edições, dedicada à feitura de livros artesanais e que tem hoje relevante catálogo que inclui nomes como Yvan Goll, Vicente Huidobro, Federico García Lorca, Aldo Pellegrini, Hans Arp, Gregory Corso, Enrique Molina e outros mais. Fundamental trabalho de escavação, Márcio Simões realizou nos arquivos de Floriano Martins, montando um livro com diversas entrevistas e um precioso estudo introdutório.

MENALTON BRAFF (Brasil, 1938)
Romancista e contista, já em seu terceiro livro – os contos de À sombra do cipreste – é distinguido com o Prêmio Jabuti de Literatura (2000). A este se seguiram muitos outros, em uma obra densa e sempre renovada, que destaca títulos como: Castelos de Papel (2002), A Esperança por Um Fio (2003), Como Peixe no Aquário (2004), Antes da Meia Noite (2008), Copo Vazio (2010), Tapete de Silêncio (2011), O fantasma da segundona (2014) e Pouso do sossego (2014). Em nossa coleção incluímos um de seus mais relevantes romances, A muralha de Adriano.

NICOLAU SAIÃO (Portugal, 1946)
Poeta, ensaísta, artista plástico e tradutor. No Brasil foi editada em finais de 2006 uma antologia da sua obra poética e plástica, Olhares perdidos, organizada por Floriano Martins para a Editora Escrituras. Fez para a Black Sun Editores a primeira tradução mundial integral de Os fungos de Yuggoth, de H. P. Lovecraft (2002), que anotou, prefaciou e ilustrou, o mesmo se dando com o livro do poeta brasileiro Renato Suttana Bichos (2005). Organizou, com Mário Cesariny e C. Martins, a exposição “O Fantástico e o Maravilhoso” (1984) e, com João Garção, a mostra de mail art “O futebol” (1995).  Concebeu, realizou e apresentou o programa radiofónico “Mapa de Viagens”, na Rádio Portalegre (36 emissões). Para a nossa coleção, Saião preparou uma relevante mostra de seus ensaios.

OMAR CASTILLO (Colômbia, 1958)
Poeta, ensaísta e narrador. De 1984 a 1988 dirigiu a revista otras palavras, periódico de textos críticos e de criação. Entre 1991 e 2010 dedicou-se à publicação de outra revista, Interregno, somente de poesia. E durante o período de 1985 a 2010 dirigiu as Edicões Otras Palabras, por ele criada. Intenso articulador cultural em seu país, sua bibliografia inclui: Obra poética 2011-1980 (2011), Huella estampida, obra poética 2012-1980 (2012), En la escritura de otros, ensayos sobre poesía hispanoamericana (2014), Al filo del ojo (2018) y Tres peras en la planicie desierta (2018). Em nossa coleção incluímos dois liros de Omar Castillo, uma antologia poética pessoal e um volume de estudos críticos sobre poetas e poesia.

ROBERTO PIVA (Brasil, 1937-2010)
Essencialmente poeta, Roberto Piva publicou Piazzas (1964), Abra os Olhos e Diga Ah! (1975), Coxas (1979), 20 Poemas com Brócoli (1981), Quizumba (1983) e Ciclones (1997). Sua obra completa foi reeditada em três volumes e publicada pela editora Globo entre 2005 e 2008, incluindo inéditos. A antologia incluída em nossa coleção foi preparada por Floriano Martins e Claudio Willer, tendo sido traduzida ao espanhol por Gladys Mendía. Trata-se da primeira edição da poesia de Roberto Piva em outro idioma.

SUSANA WALD (Hungria, 1937)
Artista plástica, ensaísta, tradutora. Pertence ao movimento surrealista desde princípios dos anos 1960, adesão perceptível tanto em sua obra quanto em sua vida pessoal. Para ela Surrealismo é um “modo de vida” que “propõe um mundo em que a liberdade, o amor e a poesia são os elementos governantes”. Parte de sua obra plástica foi produzida em estreita cumplicidade com Ludwig Zeller, e a seu lado também dirigiram revistas e exposições. Susana Wald tem uma arte proveniente dos exercícios do automatismo, da livre associação, do sonho, do sonho dirigido para a vigília ou do semi-sonho. Seus trabalhos exploram problemas relacionados à filosofia, ecologia, psicologia e gênero. Sobre ela Floriano Martins escreveu um volume crítico que se encontra em nossa coleção, ao lado de um livro de crônicas assinado pela própria Susana Wald.

VALDIR ROCHA (Brasil, 1951)
Aquarelista, desenhista, escultor, gravador e pintor, com dedicação às artes plásticas desde 1967. Como artista plástico, seria aquilo que se costuma chamar autodidata, ainda que não aceite tranquilamente esse rótulo, “porque, atualmente, todas as pessoas que têm acesso pleno às informações podem aprender com todo mundo”. Publicou diversos livros, dentre eles, Cabeças (2002), Cárcere privado (2006), Confidências (2013), Gravuras em metal (2002), Intimidades transvistas (1996), Mentiras, verdades-meias e casos veros (1994), Pós (2015), Repentes (2015), SÓS (2010), Títeres de Ninguém (2005) e Xilogravuras (2001). Realizou algumas exposições individuais e participou de poucas coletivas. Prefere mostrar sua obra através dos livros. Acerca de sua obra dedicaram livros de estudos Mirian de Carvalho, Jorge Anthonio e Silva, Péricles Prade, dentre outros. Em nossa coleção incluímos dois livros em parceria com Floriano Martins.

VICENTE HUIDOBRO (Chile, 1893-1948)
Poeta, ensaísta, dramaturgo, foi uma das vozes mais expressivas do século XX, criador de um movimento a que intitulou Creacionismo, após sua saída do grupo do Cabaret Voltaire, como uma dinâmica singular e paralela ao Surrealismo que também surgiria na mesma década. O livro incluído em nossa coleção reúne diversos textos de Vicente Huidobro (poemas, prosa poética, ensaios, manifestos, entrevista) selecionados, traduzidos e prefaciados por Floriano Martins.

ZUCA SARDAN (Brasil, 1933)
Poeta, desenhista, dramaturgo, com fortes vínculos em relação a Dadá e Surrealismo, acentuados por uma declarada afinidade com a Patafísica. Linguagem atípica, irônica, farsesca, que não o situa em tradição alguma no Brasil. Ao lado de Floriano Martins, a quatro mãos, escreveu uma série de peças de teatro, à espera de sua adaptação para os palcos. Algumas delas se encontram em nossa coleção, assim como uma antologia de seus escritos e desenhos.

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CLAUDIO WILLER | Conversa com os editores

CW | Como veio à luz esta parceria editorial, gerando este novo selo com um nome tão bonito, O amor pelas palavras? Quais os planos?

FM | O título da coleção foi emprestado de um de meus primeiros livros publicados, em 1982. Mas reflete, em essência, a intensidade de nossa relação com o mundo dos livros e com a palavra dada, não apenas escrita. Funciona, portanto, como uma carta de princípio. Há uma relação de mercado, certamente, considerando que os livros estão à venda, porém o que é determinante é criar novas perspectivas de acesso a títulos que o mercado comum não dá atenção.

LRC | Embora concordando com o que foi dito por Floriano, de que nossa meta não é essencialmente financeira, acredito que essa parceria é uma tentativa de fazer o mercado livreiro e principalmente o mercado do eBook despertar para o fato de que se pode publicar com excelência de qualidade tanto no papel impresso como no digital, sem esquecer que o digital nos dá a possibilidade de pensar primeiramente na qualidade do que é oferecido, sem precisar pensar tão emergencialmente no retorno financeiro da empreitada, porque o investimento pequeno dessas publicações torna isso possível.

CW | Floriano e Leda Cintra já se conheciam faz tempo, não é? Já havia um diálogo, um interesse em colaborarem? Façam um resumo desse diálogo.

FM | Conheci Leda Cintra quando, já não recordo por sugestão de quem, eu a procurei para atuar como agente literária em busca de edição justamente para o livro Memória de Borges, com que hoje abrimos a nossa coleção. O livro sofreu uma recusa generalizada por conta dos habituais entraves que a viúva do poeta argentino levava a termo pelos corredores editoriais em diversos países. Mesmo que se soubesse que os direitos autorais deste livro não pertenciam ao Borges, e sim aos diversos jornais e revistas onde as entrevistas foram publicadas, o fato é que as editoras não queriam arriscar. Finalmente o livro sai pelas Edições Nephelibata, de Santa Catarina, em uma belíssima caixa com dois volumes, edição artesanal, com uma tiragem de 60 exemplares. Meu convívio com Leda se intensificou a partir daí, ela passou a colaborar com a Agulha Revista de Cultura, ao mesmo tempo em que editou um livro de contos do costarriquenho Alfonso Peña e um livro meu: Invenção do Brasil. Era então uma versão resumida do livro homônimo que hoje tratamos de incluir na coleção. Por desdobramento natural, uma vez que sempre trocávamos e-mails a respeito dos problemas editoriais no Brasil, nos veio a ideia de somar nossas duas casas editoriais em torno de um projeto comum, utilizando apenas a plataforma virtual, com a determinação de compor um catálogo relevante.

LRC | Pois é… a recusa de publicar Memória de Borges por causa das invectivas da viúva foi quase trágica. Os editores queriam o livro, reconheciam sua importância, mas editores não costumam se arriscar em polêmicas com herdeiros de direitos autorais, mesmo quando os direitos sejam tão questionáveis quanto neste caso, em que se resguarda muito mais o nome de Jorge Luis Borges do que direitos que, como disse Floriano, pertencem aos entrevistadores. Acredito que a questão dos direitos autorais deveria ser melhor revista, porque resguardar os autores é publicar seus textos, não esquecê-los mercê da não politica dos herdeiros, como acontece  com frequência no nosso país em que grandes autores e suas excelentes obras terminam caindo no esquecimento mercê de herdeiros e de editores que se digladiam sem nenhuma noção.

CW | Seu campo, Floriano, tem sido preferencialmente o surrealismo – que, no Brasil, virou dissidência cultural, pelo modo como é desconsiderado por elites pensantes. Sua colossal pesquisa – em especial sobre manifestações do surrealismo fora da França – terá reflexos nas pautas ou títulos dessa nova série?

FM | Não creio que seja possível, do ponto de vista de uma prática quando menos razoável de abrangência cultural, deixar de fora o surrealismo de qualquer catálogo editorial. Seja pela importância fundamental do movimento, quanto pelo volume impressionante de títulos que acompanha a vida literária de incontáveis países. Eu tenho em preparo no momento dois livros dedicados ao tema. O primeiro deles é uma bem abrangente antologia poética de poetas surrealistas em todo o mundo, com um total de quase mil páginas. Este livro deverá ser publicado até novembro. O outro volume requer mais tempo de preparo, por se tratar de um volume crítico de diálogos que venho mantendo com estudiosos do surrealismo em países como Portugal, México, Espanha, Grécia, Austrália, Holanda etc. Pouco antes de sua morte, deixaram comigo originais dedicados ao surrealismo os poetas André Coyné (França) e Carlos M. Luis (Cuba). Como temos uma previsão de 20 títulos para este resto de 2017, estes originais em breve entrarão em fase de digitação, e creio que será possível publicá-los no início do próximo ano. Há também livros dedicados ao surrealismo que já se encontram na previsão editorial para este ano: ensaios do argentino Aldo Pellegrini; uma antologia poética do Roberto Piva, em espanhol; um amplo volume de teatro automático escrito a quatro mãos por mim e Zuca Sardan; um estudo crítico que preparei sobre a obra plástica da artista Susana Wald etc. Aqui é importante destacar que os livros atendem a leitores tanto em idioma português quanto espanhol, o que amplia o alcance de nossa aventura editorial.

LRC | Acho importante a publicação dessas obras dedicadas ao surrealismo que, na América Latina, quase exclui o Brasil, em que o desconhecimento por essa corrente literária se resume a Dali.

CW | Leda Cintra, como se projeta seu campo de interesses nessa programação editorial? Haverá mais sobre Pagu? Sobre censura e seus malefícios?

LRC | Como disse no inicio, o instigante nessas publicações digitais, interesse maior da editora Cintra é a possibilidade de tirar do esquecimento nomes como Geraldo Ferraz, do qual publicamosDoramundo, o romance que em 1956 foi considerado o melhor do ano, sem nos esquecermos que foi o ano em que Guimarães Rosa teve publicado seu Grande Sertão Veredas. Também de Geraldo Ferraz publicaremos outros livros como Depois de Tudo, uma autobiografia quase já esquecida, assim como Jorge de Andrade, do qual publicamos todo o teatro, num belíssimo trabalho de Elizabeth Azevedo que complementou essa edição de suas peças com apresentações  e prefácios  de professores, críticos, gente do teatro como Antonio  Candido de Mello e Souza, Carlos Guilherme Motta,  Antunes Filho etc.
Sim, pretendemos publicar toda a obra de Pagu que, como você sabe melhor do que ninguém é mito, mas mito em um país como o Brasil, periga ter o nome usado desde escolas até brechós, sem dar satisfação aos herdeiros. E olha que os herdeiros da obra de Pagu, seus netos e noras, são bem simpáticos com os pretendentes a alcançar esses títulos… mas Pagu está atualmente em vários países, com seu Parque Industrial, tais como Estados Unidos, México, França, Croácia e, em breve, sairá pela nova Editora Linha a Linha, que começa seu catálogo com esse título aqui no Brasil onde já se encontra disponível em ebook pela Editora Cintra. Veja, entretanto, que são traduções de estudiosos, professores universitários, que descobrem Patricia Galvão e sua obra em feiras culturais e por ela se interessam a ponto de traduzir e buscar editoras. No Brasil fazer os leitores comprarem livros ou eBooks  é difícil, e para a Editora Cintra o maior exemplo disso é o de que todo mês são vendidos de dois a três eBooks de Parque Industrial, mas em uma promoção gratuita de 72 hs foram baixados 470 eBooks dessa autora. Isso, entretanto, em nada nos aborrece, como disse Floriano Martins, nosso foco maior não são as vendas, porque embora estejamos no mercado, o foco principal é o de preservar títulos da nossa lavra que sem as possibilidades dos eBooks morreriam nos fundos de gavetas parecendo pouco comerciais para as editoras que imprimem livros.

CW | Floriano, você é artista múltiplo, literário e visual. Isso tem consequências na escolha de títulos?

FM | Uma consequência natural. Não apenas no tocante à definição do catálogo, como também no cuidado com o projeto gráfico, considerando que assino capa e desenho interno de todos os livros. Além disto, me parecem já indissociáveis as criações literárias e plásticas, sendo bem comum a existência de escritores que são também artistas plásticos ou gráficos, e vice-versa.

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ALFONSO PEÑA | Conversa com os editores

AP | Leda  & Floriano, su travesía por publicaciones de revistas y ediciones de libros es muy amplio y de gran recorrido. Me parece que para nuestros lectores y amigos será importante conocer sus observaciones y comentarios sobre el hecho de como dos sellos editoriales se compaginan y entran en complicidad para publicar libros en formato eBook…  ¿Esencias, descubrimientos?

FM | Hay dos puntos complementares. El primero es una estrategia de mercado. El segundo, mi admiración por este trabajo editorial que hace tiempo realiza Leda. Hay un modo, todavía hay, de hacer del mercado algo más humano. Además es muy importante la complicidad, en todos los sentidos, sobre todo en un tiempo como el nuestro, en que el aislamiento posee un acento muy peligroso.

LRC | Concordo com Floriano na admiração,  admiro em Floriano  esse trabalhador da cultura latino-americana, que acredita em transformar os homens pela cultura. Admiro e aceito sua ideia de cumplicidade, uma cumplicidade muito necessária para que possamos continuar a caminhar sem nos atermos a especificações solitárias e imunes a compartilhamentos culturais e humanos, o que  apenas traz o isolamento de cada homem ou mulher.

AP | Editora Cintra y Arc Edições, poseen en sus catálogos títulos importantes, en algunos casos con autores de gran bagaje y prestigio como fue el primer título sobre las entrevistas concedidas por Jorge Luis Borges y recopiladas por Floriano Martins para esta edición… ¿Qué esperan de este título con el que inicia la colección?

FM | Nuestra preocupación central es con la configuración de un catálogo que sea al mismo tiempo diversificado y relevante. La idea es buscar títulos que expresen una distinción en relación al mercado común. Memoria de Borges es una selección de entrevistas que ha dado a la prensa el poeta argentino en su pasaje por varios países, en sus viajes como conferencistas. Este material estaba disperso, en grande parte los periódicos habían cerrado sus puertas, así que es un libro muy raro y revelador del carácter de Jorge Luis Borges. En esta misma dirección estamos preparando libros de autores como Vicente Huidobro, Aldo Pellegrini, Jacob Kintowitz. Lo que esperamos con esa apuesta editorial es ofrecer al lector una muestra significativa y diversa del arte y el pensamiento en nuestro tiempo, desde principios del siglo pasado hasta hoy.

LRC | Nesta pergunta percebo a preocupação com o destino que receberão grandes autores, livros e ideias com as atuais publicações; uma preocupação que ainda não é a nossa, se pensarmos no grande público, mas que é nossa se pensarmos em levar a grande literatura, no sentido de autores e textos de qualidade excelente, para um público que tem o direito de ter preservados livros como esse de J. L. Borges e outros que constam dos catálogos dessas duas editoras, livros que sem essas publicações estariam perdidos nos armários e gavetas, alguns nas memórias de quem os leu, mas longe das prateleiras das livrarias e gráficas.

AP | La propuesta editorial de ustedes como editores se puede entender como una manera de enfrentar la crisis en los sistemas capitalistas… Ante la “difundida” caída del libro impreso, consideran que los eBooks es un modo efectivo de combatir la crisis…

FM | Hay en esa perspectiva más de deseo que de modo efectivo. Además es un riesgo pensar en las cosas como siendo excluyentes. Eso es muy común en Brasil, dejar una cosa por otra, cuando es plenamente posible la común relación entre varias cosas. ARC Edições sigue con sus libros impresos, ahora mismo presentamos un libro muy bello, en colores, sobre las esculturas de un importante artista brasileño: Valdir Rocha. Sumamos nuestro esfuerzo en búsqueda de un sitio mágico en que el arte y el pensamiento alcancen una perfecta mecánica de interrelación. Igual seguimos con la publicación mensual de Agulha Revista de Cultura e sus series especiales. Hay mucho trabajo y este es el modo más efectivo de ser: trabajar para combatir las crisis todas, sobre todo la crisis moral, que es la más corrosiva.

LRC | Combater a atual crise econômica seria possível através dos textos em eBooks dados seus preços muito mais acessíveis do que quando falamos de publicações impressas, mas para isso teríamos de estar no mesmo patamar de alguns países estrangeiros em que o eBook é um verdadeiro sucesso de vendas sem, contudo, atrapalhar as vendas das publicações impressas. Há que saber fazer conviver de forma harmônica esses dois tipos de publicações, o eBook e o impresso, como um dia fizemos conviver televisão e jornais impressos que, se hoje estão em menor número não é absolutamente por causa da televisão que foi combatida pelos jornalistas e autores de textos impressos quando surgiu, mas por causa de uma crise que se prolonga e atinge muitos segmentos além do financeiro.

AP | Conversemos de estrategias visibles e invisibles… ¿Cómo atraer al mercado global?

FM | La palabra-llave es la misma, en cualquier actividad de mercado: difusión. Por supuesto que hablamos de difusión de un obyecto de calidad. Es indispensable establecer la diferencia, porque el mercado está saturado de mercancías de baja calidad. El mercado de libros no es distinto. Así que la estrategia esencial apunta en la dirección de muy buena y activa difusión, a través de los mecanismos de publicidad de Amazon, así como la difusión que hacemos a través de las redes sociales y la complicidad que mantenemos con nuestros amigos de las artes, editores de revistas, periodistas etc. A ver que sale de todo esto…

LRC | Concordo com Floriano: divulgar, divulgar e divulgar de todas as maneiras possíveis sem perder o foco da qualidade; porém, não se pode negar que um público leitor mais assíduo seria desejável, embora saibamos que isso se consegue com educação e tempo.

AP | En conversaciones que mantengo con personas y amigos de diversos países y medios, muchos opinan que todavía los lectores de libros impresos no se “acostumbran” al eBook, en otras palabras “no se siente cómodos”. ¿Cómo lograr que se integren a las parafernalias digitales…?

FM | Hay que insistir que se tratan de modos distintos de acercamiento de contenidos. Es plenamente posible contar con los dos mundos, el impreso y el virtual. Fíjate que lo mismo se decía de los periódicos que hoy circulan ampliamente en el medio digital. El problema mayor no está en el formato de presentación de la lectura, sino en el interés por la lectura misma. Esto es lo que más me preocupa, sobre todo en un país como Brasil, el agotamiento de la lectura relevante. En eso sentido, ojalá el mundo digital pueda ayudar simplemente por ofrecer un nuevo formato de acceso.

LRC | Essa é uma questão de difícil resposta, porque vemos em ônibus, metrôs etc., assim como nas casas, pessoas das mais diferentes faixas etárias com kindles nas mãos lendo… São aparelhos que tornam muito mais fácil o transporte e manejo dos textos do que livros impressos. Além disso, apesar de acreditar que o hábito do livro impresso seja próprio de uma faixa etária mais elevada, quando os eBooks nem sequer existiam, acredito bem fortemente que o verdadeiro leitor, não permite que o meio o impeça de chegar ao conteúdo com o qual deseja se deleitar, como prova o grande Esdras do Nascimento, autor também da Editora Cintra, recentemente falecido que, aos 83 anos possuía três aparelhos kindles e só lia em eBook, porque cada kindle comporta 3 mil títulos, não pega poeira, é de fácil transportar e não gasta espaço.

AP | Quizá es importante que podamos conversar en relación a las ediciones alternativas en contraposición con las ediciones de los emporios editoriales… ¿similitudes, diferencias?

FM | No veo como contraposición. Hay de todo en los dos modos, el mundo está tomado por el preocupante crecimiento de la basura. Hay una creciente marginalización del ser, el interés de convertir al ser en pieza de reposición de un mercado de almas. Cada uno reacciona a su modo, por supuesto. Pero la más grande calamidad radica en la inacción.

LRC | Espero que hoje, como sempre, haja a similitude da procura da qualidade e que a diferença sirva apenas para publicar mais títulos, já que nem todos caberiam em uma única casa ou forma de edição.

AP |¿Podemos referirnos a generaciones de lectores en papel y digitales…? Hace unos años este cuestionamiento se hubiera percibido como algo utópico, podemos afirmar que ya existe “la generación” de lectores digitales de un modo convencido y autónomo. ¿Opinión?

FM | Bueno, que así sea, pero… ¿Qué importa? ¿Qué importa, tomemos la música por ejemplo, que exista una generación de música acústica y otra de música electrónica? Nada de eso define la calidad del arte, más aún, la calidad de la vida.

LRC | Penso que cada vez mais países com maior número de leitores acessam de todas as maneiras os livros; logo, são mais acessíveis a essa nova forma de publicação, sem deixar de ler os impressos. Acredito que em locais semoventes como ônibus, metrôs, etc. se vê mais pessoas lendo publicações digitais pela facilidade de transportar e isso pode nos levar erroneamente a acreditar que apenas os jovens, que usam esse tipo de transporte leem no digital, o que não é verdade, pois isto se constata apenas pela facilidade de transportar os livros nos veículos coletivos como em viagens. O que me parece é que no Brasil, especialmente, novidades de qualquer tipo, que não se refiram a moda e cosméticos, demoram um tempo maior para serem incorporadas.

AP | Para concluir, se habla de un “catálogo” con un inicio de 20 títulos para los próximos 6 meses… Es un trabajo acelerado y lleno de matices… ¿Cómo piensan enfrentar la producción, el diseño de portadas, composición de páginas internas, la distribución, las ventas… y sobre todo la calidad editorial…? 

FM | Bueno, el primero paso es de cierto modo lo más tranquilo, pues estamos trabajando con libros ya existentes, algunos que inclusive tuvieron una primera edición impresa. Libros que son una re-compilación de textos dispersos en periódicos y volúmenes con autores diversos. La parte del diseño gráfico está conmigo, incluso las portadas. Ya Leda cuida de la preparación técnica de cada título para inserción en la plataforma Kindle, de Amazon. Manejamos los dos las estrategias de distribución y Leda hace el acompañamiento de las ventas. Es un trabajo muy dinámico y me encanta esa perspectiva creada por nosotros, esa mecánica mágica del descubrimiento perene de uno en el otro. Las relaciones de trabajo son también relaciones amorosas. Así es la vida.

LRC | Vejo que parte da resposta já foi dada por Floriano e concordo; ademais, o que importa mesmo aos dois selos é, além do encantamento da parceria, que cada título tenha examinada cuidadosamente a qualidade, para que sejamos não grandes vendedores de livros, mas sim divulgadores de inéditos e textos de grande qualidade esquecidos nas gavetas e que não podem nem devem ser esquecidos porque a perda seria da própria humanidade.


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