segunda-feira, 6 de agosto de 2018

DOIS LIVROS DE ZUCA SARDAN



Em 2014 a Editora da Unicamp imprimiu nova edição de dois livros de Zuca Sardan que já se encontravam perdidos no tempo: Osso do coração (1993) e Ás de colete (1994). ARC Edições promove agora a oferta conjunta dos dois livros por apenas 50,00 (cinquenta reais), já incluído o custo de postagem, para aqueles leitores interessados em todo o território brasileiro.

ÁS DE COLETE | Poesia & plástica | 136 páginas

Penso que o humor dos poemas de Zuca tanto interessa por seus feitos imediatos como pela perspectiva cultural implicada, em que se revelam sintomas de nosso tempo. O poeta brinca a cada página com formas e temas em princípio graves, mas brinca obsessivamente, como quem depende dessa mesma gravidade, numa espécie de parasitismo que simula independência quando de fato extrai do hospedeiro a força substancial. […] O poeta simula conciliar, para efeito de irrisão, o que de fato acaba conciliado, na forma de perturbações poéticas. Talvez porque o humorista, quando vem combinado com o poeta, já não se distancie completamente de seu objeto, vinculando-se a ele pelo que há de empenho íntimo em toda formalização artística bem-sucedida. Como num teatro de sombras, as criaturas projetadas denunciam, em outro plano, as tentativas de fuga de seu criador.
[Alcides Villaça]



OSSO DO CORAÇÃO | Poesia & plástica | 216 páginas

O herói de Sardan é um ser metamórfico (e metafísico), a oscilar entre a fralda e o fraque, a chupeta e o cavanhaque; capaz de grandes tiradas filosóficas e ainda não desmamado de tetas opulentas. Personagem de uma idade inconcebível, espécie de infância vetusta, onde transitassem bebês-anciãos. Sardan utiliza os encantos dos mitos infantis para melhor desvendar aos adultos os desencantos do mundo. São fábulas e apólogos narrados com uma delicada pena de urutau, constantemente banhada em ironia e humor sem equivalentes nas letras pátrias. É como se ele relatasse para nós a vida (o mundo) como ela (ele) é e a gente não se desse conta. Porque tudo vem naquela tonalidade sépia – tão própria das páginas antigas; e, suprema malícia, ficamos quase sempre sem saber se estamos lendo um texto atual, adulto e crítico, ou se se trata de um disfarce, a partir de uma daquelas historietas do Livro de Belas Ações, do velho Tesouro da Juventude; ou de uma simples e comovida homenagem a Reco-Reco, Bolão e Azeitona.
[Francisco Alvim]

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Os livros devem ser solicitados através do e-mail floriano.agulha@gmail.com, fornecendo endereço completo para imediato envio e comprovante de depósito, no valor de 50,00 (cinquenta reais) para:

MARIA DO SOCORRO NUNES XAVIER BENEVIDES
Banco BRADESCO | Agência 3456-8 | Conta Corrente 021926-6 | CPF 169.613.403-00

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Veja outros livros de Zuca Sardan, três dos quais em parceria com Floriano Martins, editados por ARC Edições:

ZUCA SARDAN
Poesia e plástica, 2017

ZUCA SARDAN | FLORIANO MARTINS
Teatro a quatro mãos, 2017

ZUCA SARDAN | FLORIANO MARTINS
Teatro a quatro mãos, 2016

ZUCA SARDAN | FLORIANO MARTINS
Teatro a quatro mãos, 2016




domingo, 15 de julho de 2018

Editora CINTRA | ARC Edições | Catálogo 2017-2018



coleção O AMOR PELAS PALAVRAS





ZUCA SARDAN | FLORIANO MARTINS


Teatro a quatro mãos, 2017




FREDDY GATÓN ARCE


Prosa poética, 2017
[tradução de Floriano Martins]


ROBERTO PIVA


Poesía, 2017
[traducción de Gladys Mendía]


FLORIANO MARTINS


Poesía, 2017
[traducción de Benjamin Valdivia, Blanca Luz Pulido, Federico Rivero Scarani, Gladys Mendía, Juan Cameron y Marta Spagnuolo]


CARLOS BARBARITO


Poesía, 2017


FLORIANO MARTINS | VALDIR ROCHA


Poesia e plástica, 2017


LUDWIG ZELLER


Novela, 2017


ALFONSO PEÑA


Contos, 2017


MENALTON BRAFF


Romance, 2017


LEDA RITA CINTRA [Org.]


Narrativa, 2017


JORGE LUIS BORGES


Entrevista, 2017
[organização e tradução de Floriano Martins]


FLORIANO MARTINS


Entrevistas, 2017


FLORIANO MARTINS


Ensaios & Entrevistas, 2017


JACOB KLINTOWITZ


Ensaios sobre arte contemporânea, 2017


CARLOS M. LUIS


Ensayos, 2017


SUSANA WALD


Crónicas, 2017


FLORIANO MARTINS


Crítica de arte, 2017


ZUCA SARDAN


Poesia e plástica, 2017


VICENTE HUIDOBRO


Poesia e prosa, 2017
[organização e tradução de Floriano Martins]


ALDO PELLEGRINI


Poesia e prosa, 2017
[organização e tradução de Floriano Martins]


ALFONSO PEÑA


Entrevistas, 2018


FLORIANO MARTINS [Org.]


Poesia, 2018
[tradução de Allan Vidigal, Betty Vidigal, Claudio Willer, Contador Borges, Eclair Antonio Almeida Filho, Floriano Martins, Graco Braz Peixoto, Leila Ferraz, Márcio Simões, Mário Cesariny de Vasconcelos, Viviane de Santana Paulo e Zuca Sardan]


ALLAN VIDIGAL


Poesia, 2018


FLORIANO MARTINS


Poesia e plástica, 2018
[translated by Allan Vidigal]


MANUEL IRIS | FLORIANO MARTINS


Poesia a quatro mãos, 2018
[translated by Allan Vidigal]


FLORIANO MARTINS


Colagens, 2018


EDUARDO MOSCHES


Poesía, 2018


FLORIANO MARTINS [Org.]


Antología, 2018



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O AMOR PELAS PALAVRAS | Coleção de livros de circulação exclusiva pela Amazon, criada por Leda Rita Cintra Castelan e Floriano Martins, experiência compartilhada dos selos Editora Cintra e ARC Edições, dedicada a livros de criação literária e estudos críticos sobre arte e cultura. Contato direto com os editores: ledacintra11@gmail.com e floriano.agulha@gmail.com.



sábado, 14 de julho de 2018

TABULA RASA, de Valdir Rocha & Floriano Martins



VALDIR ROCHA & FLORIANO MARTINS | Tabula rasa © 2018 ARC Edições
Capa © Floriano Martins, sobre foto de Lidia Lobello
Posfácios © Valdir Rocha, Floriano Martins
Revisão | R. Leontino Filho
Vinhetas & Projeto gráfico | Floriano Martins
Finalização de arquivos | Nelson Itiro Mitsuhashi
Impressão & Acabamento | Meta Brasil


R$ 30,00 (trinta reais, frete incluso)



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EU, FLORINS E O ACASO | As obras em colaboração correm o sério risco de serem soma que configure subtração. Quando dão certo, alegram os partícipes que devem ser criaturas abertas a todo tipo de surpresa.
Tenho fotografado muito aquilo que desinteressa para a generalidade das pessoas sãs. Fotografia é escrita feita com a luz, mas acrescento que também com o corte visual. Gosto de detalhes do alto, do baixo e dos lados. Neles busco e tantas vezes tenho a ilusão de encontrar algo de novo. Interessam-me visuais abandonados, apagados, arruinados, avariados, corroídos, cortados, craquelados, descascados, descolados, desgastados, desproporcionados, destruídos, dissecados, embolorados, enferrujados, enodoados, errados, esfarrapados, espatifados, estilhaçados, estragados, furados, infiltrados, manchados, mofados, oxidados, queimados, rasgados, regurgitados, remendados, rompidos, rotos, sujos, tingidos, trincados, úmidos e viscosos. Ufa! Mas não tenho gosto pelo desgosto.
Entendo que considerados o pedaço, a cor e a luz é possível se deparar com o expressivo. É isso que me alegra poder fotografar. Sei que parar, abaixar-me ou esticar-me no meio de uma rua ou calçada para fotografar as insignificâncias pode parecer apresentação de insanidade para as pessoas eventualmente circunstantes. Mas o que fazer? Esses gestos me são compulsivos.
O que quero é encontrar – a partir de minhas escolhas – alvos, animais, anjos, cabeças, camuflagens, cicatrizes, conexões, contradições, demônios, deslizes, disfarces, engodos, enigmas, erros, escaramuças, fábulas, farsas, feitiços, fraudes, fugas, furtos, harmonias, ideias, ilusões, intrusões, inversões, mapas, memórias, mentiras, metamorfoses, milagres, miragens, pântanos, pecados, pérolas, profecias, rostos, segredos, silhuetas, surpresas, vultos etc., de preferência somados. Quero a ficção das imagens.
Florins, como já se notou, é Floriano Martins, o meu caro amigo e parceiro. Eu e ele, com a indispensável participação do acaso, procuramos somar para, a partir das imagens verbais e fotográficas, chegar a terceiras coisas. O que teria surgido antes: as fotos ou os poemas? Isso não importa. O que importa é a busca, porque “as tábuas não negam a cumplicidade da ferrugem”.
Eu e ele mentimos. Alegramo-nos em fazê-lo.

Valdir Rocha


A TÁBUA RASPADA DO INFINITO | Quanto mais nos dedicamos a olhar fixamente o vazio, mais ali nos encontramos com a intrínseca natureza da criação. É na tábua raspada de nossa existência que vamos identificando os vultos a partir dos quais conformamos toda uma vida. O modo como embaralhamos os seis sentidos. Os retalhos de vislumbres que habitam o desejo e a memória. Quando criamos é que damos sabor à borda do infinito.
A arte nos permite a consciência de todas as experiências. O bordado da realidade, tangível ou não, a partir do momento em que a percebemos como parte inseparável de cada um de nós. Não li as imagens de Valdir Rocha, pois não se tratava de ilustrá-las com seu correspondente em verso. A disposição em que as duas imagens, plástica e poética, se mostram neste livro importa tanto quanto a autoria.
Tomando por base outro ritual seguramente eu teria assinado as fotografias na mesma proporção em que Valdir Rocha teria escrito os poemas. A grande afinação, sobretudo ditada pelo diapasão de nossa existência, a encontramos nessa fiação de truques que ele chama de “a ficção das imagens”. Tanto nos desentranhamos ao criar que jamais cairíamos em outro ardil que não o da narrativa.
Daí que tenhamos encontrado em Astheros a melhor configuração de nossa página em branco: o pecado da insistência que tanto nos atrai em tudo o que fazemos. Somos dois animaizinhos fabulosos. E vibramos com a intensidade de quem não quer passar um único instante sem descobrir em seu íntimo as mais distintas e distantes fragrâncias do ser.

Floriano Martins


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Pedidos para o território nacional através de e-mail a
informando endereço completo para remessa de exemplar e anexando confirmação de depósito no valor de R$ 30,00 (trinta reais) em favor de

FLORIANO BENEVIDES JÚNIOR • Banco BRADESCO
Agência 3456-8 • Conta corrente 17920-5 • CPF 169.613.313-00

Pedidos para o exterior, favor entrar em contato com a editora

reservando exemplar e solicitando maiores informações.



ESCRITURA CONQUISTADA – POESÍA HISPANOAMERICANA, de Floriano Martins



FLORIANO MARTINS | Escritura conquistada – Poesía hispanoamericana © 2018 ARC Edições
Portada & viñetas | Floriano Martins
Foto del Autor | Socorro Nunes
Dibujo del Autor | Adriel Contieri
Textos de las solapas | David Cortés Cabán y Manuel Iris
Gracias a la vida | Márcio Simões, Maria Lúcia Dal Farra, Mário Montaut, Péricles Prade, R. Leontino Filho, Soares Feitosa, Socorro Nunes y Valdir Rocha
Revisión de originales | Alfonso Peña, Manuel Mora Serrano, Susana Wald
Diseño gráfico | Sol Negro Edições
Impresión | Gráfica LCR

R$ 100,00 (cem reais, frete incluso) [em espanhol]



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ESCRITURA CONQUISTADA | Poesía hispanoamericana, de Floriano Martins (Fortaleza: ARC Edições, 2018). Este largo volumen, en sus 704 páginas, es un entrañable estudio crítico de la tradición lírica en Hispanoamérica, en sus 19 países. El libro se encuentra dividido en tres capítulos, en la forma de entrevistas y encuestas: el primero con 47 de los más expresivos poetas de esta parte del continente americano; el segundo con 39 estudiosos que aclaran los caminos de las vanguardias; y el tercero con tres amplios diálogos con el crítico español Jorge Rodríguez Padrón sobre las relaciones de esta lírica con la poesía española. Libro indispensable para el conocimiento de la lírica en Hispanoamérica. Su autor, el poeta Floriano Martins (Brasil, 1957), ha rescatado el pensamiento de los poetas y los hechos más decisivos de la poesía hispanoamericana.


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